Pular para o conteúdo principal

Recomeçando na cruz

Ontem completei 33 anos de vida cristã. Dou graças a Deus por essa vida nova que nunca envelhece, pois continuo com aquela alegria e confiança inicial. Não posso imaginar onde estaria hoje sem Jesus em minha vida. Quero continuar andando em novidade de vida, crescendo cada dia na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, pois esse é um processo contínuo rumo a maturidade. Esse é um tempo para considerar o meu passado, avaliar o meu presente, e olhar para o futuro com a esperança de dias melhores. Tenho dito tantas vezes que um de meus princípios de vida é viver um dia de cada vez.

Quero continuar vivendo desse modo, esquecendo-me dos dias anteriores e avançando sempre para agradar ao Senhor com uma vida grata e obediente. Mas, isso passa por um dia de cada vez. Não posso mais viver o dia de ontem e o amanhã não existe ainda para mim. Esse é um tempo de recomeço em minha vida. Esse recomeço tem que ser a partir da cruz, como quando comecei há três décadas. As palavras de Jesus que me impactaram quando lia a Bíblia em meu quintal no dia seguinte à minha conversão precisam ser renovadas em mim: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á” (Mt 10.37-39).

Oro pedindo ao Senhor Jesus que me ajude a viver conforme a confissão do apóstolo Paulo: “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2.19-20). Preciso viver como alguém que crucificou o egocentrismo; logo, a vida que eu vivo é a de Cristo em mim. Quero viver pela fé em Jesus, descansado em seu amor, confiado em sua proteção e direção.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O teu Criador é o teu marido

“Porque o teu Criador é o teu marido; o Senhor dos Exércitos é o seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor; ele é chamado o Deus de toda a terra” (Is 54.5). Esta frase prendeu minha atenção nesta tarde: “o teu Criador é o teu marido”. Deus comparou-se várias vezes com um marido, sendo Israel a esposa. No Novo Testamento Jesus é o noivo e a igreja a noiva. Ele fez isso para falar de seu amor, fidelidade, e cuidado pela nação israelita. Israel foi ao cativeiro por infidelidade ao seu Deus. Isso aconteceu várias vezes. Mas, Deus se manteve fiel ao seu povo e nunca o abandonou. Pelo contrário, ele disse: “Canta alegremente, ó estéril, que não deste à luz; exulta com alegre canto e exclama, tu que não tiveste dores de parto; porque mais são os filhos da mulher solitária do que os filhos da casada, diz o Senhor” (Is 54.1). Você já imaginou ter Deus como seu marido, seja você mulher ou homem? Deus mostra seu amor por Israel como um marido que escolhe uma mulher estéril e lhe promete muit...

Meu desligamento da ICEB

Aceitei a mensagem do evangelho numa noite de domingo. No dia seguinte comecei a ler o Novo Testamento. As seguintes palavras de Jesus selaram minha fé: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim” (Mt 10.37). Assim começou minha vida cristã.   Hoje, trinta e dois anos depois daquele começo para uma nova vida em Cristo, peço meu desligamento da única denominação da qual fui membro desde o início. Eis o teor de meu pedido de desligamento enviado ao diretor nacional do Departamento Ministerial da ICEB: Prezado Pr. Jessé Bispo, Conforme já lhe informei em nosso contato anterior, sobre minha disposição de deixar o quadro ministerial da ICEB, agora o faço de forma clara e objetiva. Conheci o evangelho na ICEB há 32 anos. Tenho uma imagem saudável de nossa denominação, de nossos líderes, e de nossas organizações. Não teria aqui nenhuma razão doutrinária, moral ou reprovação de qualquer natureza pa...

Quando o pecado é acalentado

“Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido” (Sl 66.18). O pecado nos assedia, nos cerca com a intenção de dominar, nos persegue com insistência, nos importuna. Somos atraídos ao pecado pelos nossos próprios desejos; e o pecado uma vez consumado, gera a morte. Mesmo sabendo disso, acalentamos o pecado como uma mãe que embala o seu filhinho para dormir. Quando isso acontece perdemos para o pecado, porque ele acontece dentro antes que fora de nós. Devemos perder todo cinismo em relação ao pecado e tratá-lo com a dureza que a santidade de Deus requer. É uma luta que não acaba. Às vezes parece que já vencemos a tendência de errar, mas não demora e percebemos que somos propensos ao mal. Não é sem razão que a Bíblia usa expressões fortes como: confessar, cortar, matar, negar, quando fala de nosso trato com o pecado. Não devemos acalentar jamais o pecado em nosso coração; ele quebra nossa comunhão com Deus, com as pessoas, e agita negativamente o nosso interior, prov...