“O Espírito de Deus se apossou de Saul, (...) e acendeu-se sobremodo a sua ira” (1Sm 11.6). Ao ouvir que seu povo estava sendo ameaçado pelos amonitas, Saul foi tomado pelo Espírito Santo, se encheu de ira e partiu para a batalha que resultou em vitória. Isso nos parece estranho, mas a Bíblia fala da ira santa, ou seja, a capacidade de ficar irado sem pecar, de se indignar contra o que o próprio Deus se ira. Certa ocasião Jesus entrou numa sinagoga e estava ali um homem que tinha ressequida uma de suas mãos. Os religiosos criticaram o Mestre porque ele curou o homem num dia de sábado. Ele olhou ao redor, indignado e condoído com a dureza do coração deles. Isso mostra que a ira santa não é menos nobre do que o amor, pois ambos coexistem em Deus. Martinho Lutero dizia que “não sabia fazer nada bem até que sua ira se acendesse; aí, então, ele poderia fazer bem qualquer coisa”. Essa ira não é a mesma que a ira egoísta, interesseira e carnal, é aquela capacidade de se indignar contra o mal,...
"As palavras voam, os escritos permanecem"